Google cria ampliador de imagens igual ao dos filmes

Um criminoso anda pelas ruas da cidade e suas imagens são capturadas por câmeras de TV ou satélites. Quando a câmera está muito afastada é comum dar um zoom impressionante e ter uma imagem ainda em ótima resolução permitindo ter uma visão quase nítida do criminoso em questão. Essa cena descrita é muito comum em filmes policiais e de ficção científica.

Pesquisadores do Google Brain, divisão de inteligência artificial da empresa, desenvolveram um sistema que pode reconstruir imagens a partir de imagens de baixíssima resolução. Ryan Dahl, Mohammad Norouzi e Jonathon Shlens utilizaram uma combinação de duas redes neurais para criar, sinteticamente, detalhes de fotos com baixa resolução.

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A primeira rede neural pega uma imagem na resolução 8 x 8 e a compara a imagens em alta resolução quando aplicadas um zoom. A segunda adiciona, com base no aprendizado na primeira, elementos para que a foto fique mais realística, o que cada pixel em baixa resolução costuma representar nas fotos em alta resolução. Abaixo você pode ver o resultado.

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1ª Coluna representa a imagem inserida na rede neural. A coluna do meio a reconstrução pela rede neural. A última coluna representa o resultado ‘esperado’.

Como vemos na imagem acima, o resultado está um pouco longe de ser perfeito, mas em teste com observadores humanos teve um relativo sucesso. Quando as pessoas observavam a imagem criada pelo computador vs. a imagem ampliada (a coluna do meio vs. a última coluna) 10% não souberam diferenciar. Quando se tratou de quartos, 28% não conseguiram diferenciar. Você pode até achar pouco, mas 50% nestes testes costumam ser considerados resultados perfeitos.

Se observarmos bem, a primeira coluna não mostra nada (praticamente), então as fotos são criadas quase do zero. O resultado é impressionante, pelo menos na minha opinião. Ainda não dá para a policial utilizar na resolução de crimes, mas agora sabemos, que câmeras de baixa resolução não impedirão das máquinas nos identificarem no futuro.

Via The Next Web.

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