A voz do LoL: Gustavo “Docil” fala com o Spoiler Cultural

Hoje trazemos para vocês uma entrevista com o apresentador de um dos jogos mais famosos atualmente do meio eletrônico, Gustavo Docil, Caster do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL). Que bateu um papinho com a gente sobre o mundo do eSports, das incertezas até as conquistas mais memoráveis até o momento do cenário mundial. Para começar que tal uma pergunta para conhecer mais do entrevistado:

O que te fez se aproximar e gostar de jogos, a ponto de trabalhar com eles?

  Sempre curti games, desde criança, era aquele moleque que ficava enfiado em casa jogando videogame com o irmão mais velho, fui tomando carinho por games, e fiz faculdade de Jogos Digitais, pra entender o mercado. Depois disso, fui me embrenhando no mundo dos games e cá estou!

Qual foi sua maior realização até o momento nesse ramo? E sua maior dificuldade?
  Creio que participar de dois mundiais, sem dúvida 2015 vai ficar na minha mente para sempre, vi13413404_590291887809747_1899530524_najar a Europa pra presenciar os melhores times do mundo se enfrentando foi épico! A dificuldade a gente tem todos os dias né, cabe a nós enfrentá-las e crescer com isso, não sei dizer ao certo qual seria a maior, mas o início da carreira sempre é mais complicado, não que eu não esteja no começo.
O cenário competitivo do e-Sporte tem crescido muito em todos os sentidos. Seus prêmios já alcançaram a marca dos milhões. Mas mesmo assim a grande mídia televisa ainda não demostrou realmente a força que o esporte eletrônico tem. Há um “medo” por parte dela?

  Vejo que a mídia geral ainda precisa se acostumar com a ideia, o crescimento no cenário, algo que deve ser introduzido aos poucos, é natural que a cobertura do assunto seja limitada, mas quem é visto é lembrado. Importante é aparecer.

Recentemente, o guitarrista da banda Fresno, disse em seu Twitter: 

Qual foi sua reação e como é lidar com isso?

  Eu até respondi ele, não denegrindo a imagem dele ou da banda que não tem nada com isso. Infelizmente a ignorância prejudica o cenário, tratar e-Sports como apenas diversão quando se deve além disso, levar a sério. Não podemos bater na mesma moeda, mais fácil mostrar o cenário e ter mais um espectador do que alguém nos hateando.

Como você avaliaria o e-Sport no Brasil? E em outros países mais “avançados”, como Coreia, EUA e Europa?

  Vejo que o e-Sports no Brasil ainda tem muito o que crescer, sem dúvida avançamos muito, mas acho que é um caminho longo pela frente, estamos no começo, daqui pra frente é cada vez mais colocar o e-sports no cotidiano brasileiro. Acho que no mundo todo funciona da mesma maneira, mesmo alguns países tendo alguns pontos em vantagem, ou a frente do nosso, como transmissão pela TV de uma maneira mais comum, aberta. Mas acho que a gente tem publico, que tende a crescer ainda mais.

Com o crescimento do E-Sport as equipes tem se profissionalizados cada vez mais. Primeiro tivemos as Gaming House como um grande diferencial, depois aumento da comissão técnica. Você tem alguma visão ou ideia do que possa ser o próximo passo para melhorar o cenário competitivo, mundial ou nacional?

  Acredito que estamos num momento bom no cenário, com estrutura para os jogadores, mas creio que o aumento de verba dedicada à esses times, por meio de patrocínio ajudariam ainda mais na infraestutura das equipes, um outro modo de pensar seria deixar as GH (Gamming House) de lado e todos trabalharem num CT (Centro de Treinamento), como o futebol faz, assim você não satura a convivência.img_fcastanyer_20161004-011055_imagenes_lv_otras_fuentes_lol-kMQD-U41763326015DrC-992x558@LaVanguardia-Web

Se você pudesse mandar uma mensagem pra quem ainda não conhece o E-Sport, qual seria?
  Conheçam! Separem um tempinho do dia, uma horinha que seja, pra acompanhar esse mundo novo, tenho certeza que vai mudar muitos conceitos e ver que E-sports dá dinheiro! É trabalho!

 

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